
“Atriz, primeira ex-mulher de Daniel, diva por excelência, mãe de Celina e avó de Bárbara. De temperamento difícil, perde seu contrato na TV”: assim é a descrição da personagem Lara, interpretada por Susana Vieira emCinquentinha, minissérie de Aguinaldo Silva e Maria Elisa Barredo que estreia na noite desta terça-feira, na Globo.
Na trama, primeiramente escrita no formato de seriado e depois transformada em minissérie, Lara, Rejane (Betty Lago) e Mariana (Marília Gabriela) são obrigadas a se unir para tentar conquistar 50% da herança do milionário Daniel (José Wilker), ex-marido das três.
Como se não bastasse, ainda vai aparecer Leonor (Maria Padilha), mulher recém chegada da Europa que vai disputar a grana com a ajuda do filho Carlo (Pierre Baiteli), possível herdeiro do falecido empresário.
Diante de tantos hormônios femininos em ebulição, o advogado Joaquim (Luis Melo), amigo do falecido, fará o papel de juiz, já que foi designado testamenteiro.
É claro que, como nos primeiros filmes do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, a briga das quatro mulheres será regada a muito humor. Wolf Maya, velho parceiro de Silva, assina a direção. Ele tenta definir o clima da minissérie:
- É um trabalho em família e isso nos dá esta naturalidade. Cinquentinha é uma comédia pop, picante e sofisticada. Teremos cenas curtas, mulheres modernas, a juventude atual e muito rock’n roll na trilha sonora. Tudo junto.
Sobre a saída de Marília Pêra, que abandonou a minissérie no meio das gravações, Maya diz que não houve mágoa, apesar de Aguinaldo Silva ter declarado ao R7 que havia ficado triste com a saída da atriz. O diretor coloca panos quentes:
- Ela estava num momento que precisava fazer outras coisas. Estava fazendo só pelo grupo, mas resolveu seguir o coração dela. Ninguém ficou com raiva.
Susana Vieira resolveu emprestar peças pessoais a Lara que, em muitos aspectos, lembra ela mesma. Segundo a atriz, os objetos vão ajudar a personalidade de Lara a ficar “ainda mais marcante”.
A minissérie está sendo gravada desde o começo de outubro. Foram feitas cenas externas em lugares do rio como Santa Teresa. Aguinaldo Silva explica porque escolheu o bairro histórico como um dos cenários de sua nova história.
- Escolhi Santa Teresa porque foi onde tive a minha primeira casa “de verdade” depois que cheguei ao Rio. Fui morar lá em 1970 e fiquei até 1978”, explica Aguinaldo sobre a escolha do bairro como um dos cenários da minissérie.
Silva tenta definir as suas novas mulheres.
- São mulheres cuja idade passou dos 50 e chegou não se sabe onde, pois elas não dizem quantos anos têm nem mortas! [risos] O ser humano não tem prazo de validade. É uma minissérie sobre mulheres que se recusam a envelhecer, que continua sendo ativas. Isso envolve não só tratamento de beleza, mas também uma atitude positiva diante da vida. É uma minissérie sobre este tipo de mulher e sobre a família que está por trás dela. Sobre pessoas que têm uma atitude moderna e revolucionária em relação à vida: as pioneiras de uma atitude que, em breve, poderemos reconhecer em cada esquina.
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