sábado, 21 de novembro de 2009

FALA SÉRIO: Debutantes dramáticas




Cada vez mais evidenciadas nas tramas de ''Viver a vida'',as desgraças criadas pelo autor,Manoel Carlos, conseguem comover o público pelo alto nível de comoção e realismo,mas chocam pela veracidade constante de acidentes,mortes,traições e doenças. O tema proposto pela novela é superação.E talvez sigam à risca todo esse mote da busca pela felicidade.Porém,é preciso compreender que grande parte dos telespectadores,saturados de tantas coisas ruins nos dias de hoje,evitam acompanhar folhetins dramáticos e cheios de sortilégios desgraçosos.Chegar a dar dó.É realmente uma pena ter que ver atores tão talentosos esmiuçando lágrimas em grande parte das cenas.
Entretanto,todo esse clima sóbrio que tomou conta dos ultimos capítulos não conseguiu,nem de longe,ofuscar a grandeza de três atrizes que não param de dar um verdadeiro show de interpretação em ''Viver a vida''.Alinne Moraes é uma delas;tida por muitos como a verdadeira mocinha da história,a promissora atriz paulista,de apenas 27 anos,ja conseguiu mostrar porquê esse é o momento mais intenso de sua profissão até o presente momento.A complexidade de interpretar Luciana,acrescenta à atriz uma experiência que poucas conseguiram em horário nobre.
E o que dizer de Lília Cabral?A veterana rouba todas as cenas em que está,e transforma sua Tereza,na personagem mais humana e verdadeira da novela.Aliás,muitos acreditavam que ela seria uma cópia deslavada de Marta,a ultima personagem da atriz em novelas do Maneco,precisamente em ''Páginas da Vida''(2006).E se enganou redondamente quem o pensou,pois o talento que Lília imprime nas respostas diretas e nuances jamais estereotipadas de Tereza,nem de longe lembram os sarcarmos e mau-humores de Marta.
Por fim,Taís Araújo,a estrela-mor do folhetim,de nenhuma maneira decepciona como protagonista.Ao contrário,o faz com muita garra e força de vontade.As cenas veiculadas na ultima semana,que mostraram as fortes emoções do acidente ocorrido em Petra,na Jordânia,propiciaram ao público uma imagem diferente da de ''chata'' intitulada à Araujo.Nada de muito estranho,afinal,quase todas as mocinhas tendem a seguir essa linha ''sem sal'' criada pelos autores.Mas,há algo de diferente no trabalho de Taís,que consegue passar a emoção que está sentindo ao interpretar,sem dúvida alguma,o papel mais importante de sua carreira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário